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Luke Pritchard (The Kooks) em mais uma descontraída sessão acústica

15/11/2011

Para comemorar o lançamento do tão esperado álbum dos The Kooks, entitulado Junk Of The Heart, a gravadora Virgin Records chamou no mês passado (em Outubro) o frontman Luke Pritchard para gravar uma sessão com quatro músicas do álbum.

Entre as músicas estão Killing Me, Runaway, Junk Of The Heart (happy) e, por mais surpreendente que seja, o fantástico b-side Carried Away. Não dá pra entender como essa faixa ficou fora do álbum, mas isso é outra história.

Como de costume, as músicas da banda não perdem a essência em suas versões acústicas e muitas vezes são consideradas melhores que as versões originais, feitas em estúdios. Só faltou a presença do guitarrista Hugh Harris, que ilustra a voz de Luke com seus back vocals e preenche os espaços com suas criativas levadas de violão.

Sem mais delongas, Kooks!

 

 

 

Quando o gipsy jazz encontra o Brasil: Santa Maria da Feira

12/11/2011

A banda que leva o nome de uma cidade em Portugal, Santa Maria da Feira, misturou o tradicional jazz feito por violões com a beleza da música brasileira, e deu num resultado surpreendente!

Formada por Rafael Arcaro (violão e voz), Felipe Campedelli (guitarra, violão e voz), Rafael Senatore (baixo) e Ione Dias (bateria), a banda paulistana é influenciada por artistas como Los Hermanos, Devendra Banhart (é claro), Caetano Veloso e pelo rei Django Reinhardt.

É impossível não simpatizar com a música Gipsy Jazz, que automaticamente nos traz lembranças de como o verão é uma época feliz (quando estamos na praia, obviamente) e de como é bom viver no nosso caloroso Brasil (apesar de tudo).

Quando se trata da faixa Sem Nome, a banda foge do estilo acústico descontraído e parte para guitarras elétricas num cenário noturno. Mas não vá pensando que isso fez a química da banda se perder, muito pelo contrário, as melodias ficam muito mais requintadas e bem produzidas, além de demonstrar de uma vez que o legado deixado pelos Los Hermanos não foi esquecido.

E o melhor de tudo é que você pode baixar o primeiro e, até então, único álbum do grupo de graça, disponibilizado oficialmente nesse post do Rocknbeats. Basta colocar seu e-mail no aplicativo para receber o link, colocar no iPod e… que venha o verão!

Não esqueça de dar uma olhada no site oficial e no twitter da banda, para ficar sabendo de novidades e eventuais apresentações.

Planeta Terra Festival 2011: O que rolou no Main Stage!

10/11/2011

O Planeta Terra Festival 2011, realizado no dia 05 de Novembro, contou com uma organização impecável em comparação às suas edições anteriores, seja pelo maior conforto durante o evento devido ao menor número de ingressos disponíveis (foram vendidos 5 mil ingressos a menos este ano) ou pela enorme quantidade de patrocinadores, sem falar na pontualidade das apresentações, que sempre foi um ponto alto do Terra.

O que pode ter tornado o festival entediante para alguns foi o line-up. Com o estilo pouco diversificado e nomes de peso como headliners, tornou o restante das atrações restritas para fãs que já conheciam o trabalho das bandas, movendo para a montanha-russa ou distraindo quem estava caindo de para-quedas na pista somente para ver os Strokes ou o Beady Eye.

O Main Stage começou suas atrações com os conterrâneos do Nação Zumbi, que mesmo com a pista praticamente vazia empolgou os fãs e conseguiu entreter as pessoas que os assistiam de longe ou somente escutavam o show enquanto se preparavam para as próximas atrações. Não chamou a atenção de ninguém, mas também não estragou a diversão dos que aceitaram o convite.

Mas as coisas começaram a ficar animadas quando o trio White Lies subiu no palco. Abrindo o show com o sucesso “Farewell To The Fairground”, a bateria pulsante e bem marcada conquistou logo de cara muitos que não conheciam a banda. Recheado de sucessos e obra-primas, o setlist da banda agradou ao público e despertou a animação dos poucos ultra-fãs que se encontravam ali, cantando todas as músicas.

Era a vez do Broken Social Scene entrar em cena, e a pista estava começando a ficar lotada, seja pelos fãs do Interpol ou por seus poucos fãs, mas isso não foi motivo de preocupação. Com uma apresentação um tanto quanto desanimada e experimental, a banda demonstrou uma impecável habilidade instrumental e conseguiu entreter o público com um repertório ora dançante, ora relaxante. No final, os canadenses mostraram um pouco de simpatia ao tocar faixa Swimmers, um pedido dos fãs, e ficou evidente que a doce voz de Emily Haines, também vocalista do Metric, conquistou a “indiezada”.

O show do Interpol mostrou-se muito especial para os fãs que, já habituados com a obscuridade do grupo, cantavam em coro todas as músicas e admiravam a postura apática dos integrantes. Com linhas de baixo bem marcadas e construídas, a voz de Paul Banks ganhou corpo e provou que o tempo não corroeu as energias da banda. Foi uma apresentação memorável e repleta de sucessos como Narc, Evil e Barricade mas que, infelizmente, não agradou a todos que estavam presentes.

A tão esperada Beady Eye, banda do superstar inconveniente e ex-Oasis Liam Gallagher, decepcionou a maioria do público, com exceção dos fãs remanescentes do Oasis, que estavam gritando seu nome desde o começo do festival. O começo do show foi digerível e manteve todos atentos ao palco com as excelentes The Roller e Beatles And Stones, mas acabou por aí. O restante da apresentação foi marcado por baladas intermináveis e entediantes, até que as pessoas começaram a bocejar ou até sentar na pista para esperar a tortura terminar. Valeu a pena ficar em pé somente pela habilidade do baterista Chris Sharrock.

Já era madrugada, 1h45 da manhã, e os fãs estavam de pé, cansados e famintos, quando os tão esperados Strokes subiram no palco, já despertando os gritos das fãs. O show começou com a clássica New York City Cops, do histórico e primeiro álbum da banda Is This It, e já levou a pista à loucura. De fato, Julian Casablancas não está nas melhores condições, mas isso não foi suficiente para prejudicar a apresentação, uma vez que o público estava muito ocupado cantando hinos como You Only Live Once e Someday. Já o encapuzado e manco guitarrista Nick Valensi, ignorou a “irmandade” de Casablancas durante a faixa Under Control e mostrou-se imparcial com seus companheiros de banda a noite toda. Mesmo que os Strokes não estejam passando por uma boa fase, foi um show ótimo e memorável para todos que presenciaram pessoalmente ou até mesmo através do livestream.

Another life, a outra face de Mark Stoermer

02/11/2011

 

Seu nome soa tão familiar quanto sua barba ruiva. Lembrou?

Pois é, o frontman Brandon Flowers e o baterista Ronnie Vanucci não foram os únicos membros do The Killers que estrearam no arriscado mundo das carreiras solo. A vez agora é do baixista quieto e preciso que vimos nas apresentações da banda, Mark Stoermer, que lança seu álbum solo Another Life, mostrando sua voz serena e uma harmonia experimental, um tanto psicodélica.

O disco é uma boa companhia para aquele fim de tarde chuvoso, com algumas faixas que no início parecem não valer a pena e depois mostram seu devido valor como Weary Soul e Shadow In A Dream, mas também com as fantásticas e auto-digeríveis Everyone Loves The Girl e Need A Hand.

Como era de se esperar, Stoermer mostrou criatividade nas linhas de baixo, com direito a alguns efeitos modernos e sintetizadores como visto na faixa The Way We Were Before, mas nada muito exótico. Pelo visto carreiras solo e sintetizadores foram feitos um para o outro (Julian Casablancas que o diga!).

O álbum completo foi disponibilizado para download no site oficial do músico, basta apenas inserir seu e-mail e receber o link para o download. Mas antes de baixar, é melhor dar uma conferida no preview antes, não é mesmo?

E segundo a NME magazine, mesmo com todos esse projetos paralelos, os The Killers já estão trabalhando em seu quarto disco, só nos resta esperar para ver no que vai dar esse mix de influências.

 

 

 

Suck It And See parte II, ou melhor, Evil Twin!

29/10/2011

Como já vimos pela primeira vez no clipe de Suck It And See, o protagonista e baterista dos Arctic Monkeys, Matt Helders, mostrou seu lado rebelde com motos, cigarros, armas e uma sedutora mulher.

Agora, com o B-side Evil Twin, Helders mostra que também possui um lado (ou um gêmeo) “bom”, alternando entre cenas caseiras e cenas da rebeldia do primeiro single acompanhadas de um baixo marcante e de uma vibe mais rock n’ roll, com uma pegada totalmente diferente de seu lado A.

Sendo assim, ficamos na expectativa de mais surpresas dos macacos, quem sabe um DVD novo ou a confirmação oficial do Lollapalooza 2012?

 

Black Keys volta à tona, e com direito à uma dancinha.

27/10/2011

Recentemente, a dupla The Black Keys, formada pelo guitarrista Dan Auerbach e pelo baterista Peter Carney, liberou o primeiro single de seu futuro e tão esperado álbum El Camino, que está com lançamento previsto para o dia 06 de Dezembro.

A faixa Lonely Boy será lançada no formato de um vinil de 12″, acompanhada do B-side  Run Right Back.

Repleta de efeitos, agitação constante, nota-se a diferença em relação às músicas de seu álbum mais recente, Brothers, que com a faixa Tighten Up trouxe a banda como um dos principais ícones do cenário modern rock.

O festival que emociona cada vez mais: Bridge School Benefit Concert

23/10/2011

Nesse sábado (22/10/2011) aconteceu o festival Bridge School Benefit Concert, organizado pelo eterno Neil Young, com o intuito de arrecadar fundos para o instituto “The Bridge School”, que ajuda pessoas com necessidades especiais a se comunicar de formas diferenciadas. Mais informações no site oficial do instituto.

O Arcade Fire fechou sua atual turnê em grande estilo, com versões mais calmas e trabalhadas de suas músicas e uma parceria irrecusável: Neil Young, a lenda do folk americano e dono do festival. A emoção no olhar do frontman Win Butler era explícita ao ouvir a gaita de Neil, uma de suas inspirações ao compor, se preparando para a música ‘Helpless’, um sucesso composto pelos antigos Crosby Stills Nash & Young. Sem mais delongas, confira os quarenta minutos dessa memorável apresentação:

E não acaba por aí, Eddie Vedder marcou presença com sua voz exuberante acompanhada apenas de um violão, um mandolin e, é claro, seu mais novo melhor amigo: um Ukulele! A meia-hora de apresentação foi muito emocionante e descontraída, com direito a um cover de ‘You’ve Got To Hide Your Love Away’ dos Beatles e de duas  parcerias: uma com Beck e outra com Regine Chassagne, do Arcade Fire. Tá aí uma apresentação que vale a pena assistir inteira:

O show que comemorou 25 anos de festival foi transmitido ao vivo para o mundo todo pelo youtube e ainda contou com a  participação de grandes nomes como Dave Matthews, Mumford And Sons, Beck, Devendra Banhart e Norah Jones.